terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Star Wars Episódio VII - O Despertar da Saga


  Eu tinha apenas 6 anos quando tive meu primeiro contato com Star Wars, quando o SBT estava reprisando os episódios clássicos para a estreia de Ameaça Fantasma no canal. Eu tinha perdido os outros dias de exibição por algum motivo (Foram a 14 anos atrás, vale o desconto) e me interessei pelo titulo O Retorno de Jedi, e decidir desobedecer minha mãe, me mantendo acordado até tarde para ver o filme. Obviamente, não entendi por completo a trama. Não conseguia assimilar o fato de uma mulher tão bonita com roupas douradas estar deitada de uma minhoca obesa dizendo coisas incompreensíveis, ou o por que um cara foi congelado ou como as pessoas entendiam o que um robozinho simpático queria dizer atras de bipes. Mas me encantei completamente a partir do momento em que um cara (que tinha um corte de cabelo parecido com o meu na época) é jogado para lutar contra um monstro gigantesco, e para minha surpresa, ligava uma espada laser verde e lutava contra o monstro. A partir daquele momento, eu me tornava um fã da franquia criada por George Lucas.

Comecei o texto com essa historia para dizer que Star Wars - O Despertar da Força, me fez voltar a aos meus 6 anos de idade.

A direção de JJ Abrams não é só bastante competente, mas acima de tudo, muito apaixonada. Abrams não tem medo de homenagear a serie, tanto por easter eggs quanto pela trama quase idêntica a ''Nova Esperança'' escrita por ele e Lawrence Kasdan (Roteirista de Império Contra-Ataca e Retorno de Jedi). O grande feito de Abrams é mesmo conseguir parecer crível um mundo tão fantasioso como esse, através das criaturas criadas por maquiagens e efeitos práticos e de cenários reais sem nenhuma computação gráfica muito explicita. Abrams consegue nos fazer acreditar naquele universo novamente, depois da Trilogia dos episódios 1, 2 e 3, em que parecia que Lucas queria mais experimentar as maiores novidades da tecnologia da época do que trabalhar com o universo que tinha criado. Também merece palmas a decupagem de Abrams para o filme. Planos como os Tie Fighters voando ao por do sol, os X-Wings formando uma onda, as cenas de Rey e BB-8 no imenso deserto de Jakku, todas lindamente fotografadas por Daniel Mindel (que merece uma indicação para Oscar de Melhor Fotografia) e com a trilha de John Williams inspirada e linda (Rey Theme's é já uma das melhores composições de sua carreira) ficam na memoria do espectador e só me faz me entristecer por essa ser seu único trabalho nessa trilogia.

Vou sentir tanta falta de seus lens flares.


Mas de nada seria desse Star Wars sem os seus novos personagens. A dupla protagonista, Rey e Finn, é responsável por boa parte do sucesso do filme. Ambos os personagens tem um peso dramático forte, mas não deixam o filme sombrio por terem um senso de humor certeiro e terem uma dinâmica leve, tudo acompanhado do droide mais carismático de todos, BB-8.
Daisy Ridley é sem duvida a melhor atriz que já passou pela saga (Natalie Portman que me perdoe) e faz de Rey uma das personagens mais encantadoras da serie, com a sua força, carisma, humor e tantas outras qualidades que só assistindo para entender o poder da atriz em cena. É sem duvida, a melhor personagem da nova geração.
John Boyega como Finn é espetacular em todas as funções que são dadas: Alivio Cômico, Sidekick, Interesse Amoroso e Herói.
Outro que personagem apresentado incrivelmente bem é Poe Dameron. Pouco se precisa mostrar sobre o personagem para nos afeiçoarmos a ele.

Os vilões tem seus altos e baixos: Capitã Phasma passa em branco e é esquecível. General Hux é um personagem que promete ser grande no futuro, mas as vezes sem muito a dizer nesse recomeço, mas a boa atuação de Domhnall Glesson salva de passar batido.
Mas ai entra Kylo Ren, talvez um dos mais complexos personagens de toda a saga, é bem trabalhado e escrito por Kasdan e Abrams. Adam Driver é excelente.

Mas um dos fatores primordiais do filme é a volta de seus antigos heróis: Luke, Han Solo, Chewie e Leia.
Harrison Ford é completamente dono do filme, talvez um pouco mais a vontade do que na sua juventude. Tantos nos momentos cômicos como nos dramáticos, Ford está magnifico.
(SPOILERS) A cena da ponte em que Han Solo enfrenta o seu filho Ben, agora Kylo Ren é de fato uma das melhores da serie. Os Diálogos de Kasdan, O Uso da cor vermelha de Mindel na decisão final, a interpretação de Driver e Ford, Tudo conspira a favor da cena mais marcante do longa.(Fim dos SPOILERS)

Carrie Fisher volta diferente para sua personagem. A melancolia que os caminhos da vida de Léia está sutilmente na interpretação de Fisher, e ainda nos presenteia de maneira lindíssima cenas tocantes com Solo. E finalmente Luke Skywalker, que é o Macguffin da Historia (SPOILERS) A figura de Luke Skywalker é poderosa, com sua vestimenta Jedi tipica e seu braço robótico quase fantasmagórico. Seu encontro com Rey não é só emocionante como é o melhor fechamento da Historia da saga. (Fim dos SPOILERS)

E assim foi o reinicio de uma das franquias mais amadas da historia: Um deleite para os fãs e um recomeço formidável, tão próspero quanto dos filmes clássicos.

 Avaliação Final: 9,8

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Os Melhores filmes de 2015


 Por: André Motta 


 Mais um ano se passa, e como de costume, mesmo estando com uma frequência bem baixas de postagens no Blog - Algo maior está por vir -, não podemos deixar de citar os melhores lançamentos deste ano. Alguns claro, podem se desagradar com a lista, esperando outros filmes, porém, queremos novamente, oferecer um guia para ir atras de filmes que acabaram passando batido ou não tiveram uma boa divulgação (há, infelizmente, filmes que tiveram um circuito limitadíssimo). 
Mas Vamos pra Lista:


PS:não esta em ordem de preferência,nem de lançamento.

Mad Max - Estrada da Fúria





















Divertidamente




















Star Wars - O despertar da Força




















Vício Inerente



















Que Horas Ela Volta?





















Acima da Nuvens





















Kurt Cobain: Montage of Heck





















Whiplash




















A visita




















Beasts of No Nation





















Ex-Machina: Instinto Artificial






















Missão: Impossível - Nação Secreta






















Ponte dos espiões





















O Gorila






















O conto da princesa kaguya

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Review - Homem-Formiga


  Muito bem meus caros, o novo longa da MARVEL lançou nesta quinta-feira e eu estava lá para conferir, ansioso e até receoso para saber o resultado. O filme sobre um personagem importante dos quadrinhos, membro fundador dos Vingadores, e um dos personagens mais difícil de se adaptar em minha opinião, na qual vinha de um roteiro complicado que há anos estava sendo trabalhado ali na minha frente, fez minha tensão para com o resultado estar presente desde o início ao final do filme, mas acreditem sai mais contente que o esperado, pois com certos detalhes o longa conseguira me surpreender.
 Homem-Formiga conta a história de Scott Lang (Paul Rudd), ex-presidiário que agora tenta se ajeitar na sociedade, se re-estruturar financeiramente e poder voltar a ter um convívio melhor com sua filha que vive com a mãe e padrasto. Scott ainda é conhecido por seus roubos, o rapaz formado em engenharia elétrica fizera ao longo do tempo um histórico renomado no mundo do crime com suas invasões e furtos grandiosos. Enquanto isso, o velho cientista, milionário, Hank Pym (Michael Douglas), criador da partícula ´´Pym´´ - uma substância que unida à um uniforme especial é capaz de diminuir qualquer pessoa de tamanho, mas permitindo-a manter sua força original-, experimento que ao longo dos anos teve várias tentativas de roubo e cópia, observa Scott há um bom tempo com pretensões maiores ao rapaz. Darren Cross (Corey Stoll), antigo pupilo de Hank, com a ambição subindo a cabeça, quer recriar o projeto de seu mentor intitulando de ´´Jaqueta Amarela´´. Hank Pym percebe que as intenções de Darren com seu projeto são as piores e precisa que alguém roube tudo relacionado ao mesmo, e desta forma quer que alguém use o traje de ´´Homem-Formiga´´ novamente para combater essa possível ameaça, e assim chega o momento em que chama Scott Lang para o tal serviço. 
 A transição de Homem-Formiga de Hank Pym para Scott Lang, era algo que eu estava curioso para conferir, mas ao lançar o primeiro trailer, ficou claro à todos, a ideia de um Hank Pym velho querendo passar o fardo de herói por uma causa maior. A ideia foi simples e eficiente, assim como todo o filme. Diferente de Os Vingadores 2, que em minha opinião teve uma produção ótima, mas um roteiro falho, Homem-Formiga, teve uma produção boa, sem nada de espetacular e um roteiro simples, mas competente em quase todos os momentos. 
   Paul Rudd como sempre, é um ator adorável e se encaixou perfeitamente no papel de Scott Lang, seu timing para comédia é ótimo funcionando em todas as cenas. Michael Douglas também é um destaque, pois conseguiu me surpreender, sendo um Hank Pym melhor do que eu pensei, passando muito mais dos sentimentos que admiro no personagem do que eu esperava, claro isso é uma união da boa construção do personagem de Douglas com o roteiro. Evangeline Lilly interpretou Hope Pym, filha de Hank Pym e atual presidente das Pym Tech. junta de Darren Cross. A personagem assim como a atriz, tem um desenvolver potencial que cresce ao decorrer do filme e de seu envolvimento com Hank e Scott. Hope deseja utilizar o traje, ficando mais frustrada ao saber que seu pai confia o mesmo à um ex-presidiário e não à ela, a moça já não tinha a melhor relação com seu pai devido ao mistério da morte de sua mãe (A Vespa) quando ela possuía apenas sete anos, causando um dos dramas familiares. Corey Stoll é um ótimo ator, mostrou fortemente isto em House of Cards, mas no filme fez um vilão comum, sem vislumbre aparente de seu potencial como ator, sendo o trio Rudd, Douglas e Lilly as atuações mais que cativantes e em muitos momentos surpreendentes do filme. 
  Como dito anteriormente, o longa se diferencia de Vingadores- Era de Ultron, por possuir um certo balanço na qualidade de produção e roteiro. Há claro seus altos e baixos nesses dois termos, mas nada que faça um estrago marcante. A visão utilizada quando Scott diminui seu tamanho é muito interessante, as cenas de ação com o herói também são ótimas devido ao controle de sua habilidade para as lutas, em outras palavras o ´´cresce, encolhe, cresce , encolhe´´ não ficou ruim e sim muito bem dirigido, os efeitos digitais para rejuvenescer Michael Douglas ao mostrar Hank Pym jovem é magnífica - Ver o jovem Gordon Gekko chega até emocionar -, o timing de Rudd/Scott não é cansativa como a de outros heróis da Marvel, e como dito antes, a história de Scott Lang e Hank Pym conseguem ser mostradas facilmente e os problemas familiares entre pai e filha nas duas gerações de ´´Homens-Formiga´´ se faz uma ligação interessante. Mas não são só os pontos positivos que importam vamos aos pontos negativos:
    
O vilão estar um tanto quanto estereotipado não se torna um grande problema, e Jaqueta Amarela ficou um vilão bacana, mas nem de longe o melhor, ficando um personagem que apenas cumpriu seu papel. As menções iniciais aos Vingadores ficaram muito boas, uma das cenas que ligam diretamente ao Ultimo lançamento da Marvel se mostrou muito bem elaborada, entretanto após isso se torna repetitivo e cansativo, prejudicando o próprio filme. O fato do longa ser o último da fase dois, sendo que o primeiro da fase três será a Guerra Civil realmente exige que mesmo sendo a primeira aparição nos cinemas do novo herói, ele já tenha seu caminho traçado para a equipe de heróis, tornando tudo um tanto compreensível, mas ainda assim um pouco desconfortante. Entretanto a fórmula -que eu de fato gosto - de levar a mensagem do que teremos no próximo filme, foi esticada demais, causando um desgaste na produção.
   A mudança de direção deixou muitas pessoas com medo, mas é interessante notar que ainda sentimos a presença de Edgar Wright em algumas cenas, e podemos dar ótimos créditos à Peyton Reed que fez um bom trabalho assumindo o filme. O ótimo ´´timing´´ na comédia do filme, não podemos creditar só à Rudd, mas deixei para falar sobre depois do ´´geralzão´´ do longa. O trio de amigos de Scott Lang, formado pelos atores: Michael Peña, T.I e David Dastmalchian, é o que quebra o gelo e traz o alívio cômico em muitos momentos do filme, sendo os três personagens simples, mas que ao mesmo tempo fazem sua importância e cativam os espectadores ao passar do tempo.  
   Por fim, o filme se mostra competente, talvez não o melhor da Marvel como alguns dizem, mas nem perto de ser ruim. Possuindo os problemas ditos anteriormente, mas sendo com certeza um filme bom, divertido e que cumpre a missão de entreter quem o assiste. 

 Avaliação Final: 8,5