sábado, 5 de abril de 2014

José Wilker: Ator, diretor, narrador... Um mestre.


    Sempre com um sorriso contagiante, bom humor, boas histórias e bons comentários, José Wilker marcou nossas vidas não importa onde o assistíamos, televisão, teatro, narrações, todas sempre serão lembradas por sua voz poderosa e por seu carisma. Suas entrevistas sempre simples e sinceras, mostraram como ele gostava do que fazia e se divertia por onde passava, nos transmitindo uma ótima sensação. Seu talento era notável e fez com que muitos trabalhos em que participara ficassem na cabeça do público, é por isso que ao saber de sua trágica morte -Infarto fulminante- o Brasil diz ´´Morreu Roque Santeiro´´.
    É muito triste para todos do Blog termos essa notícia aqui, já tivemos a perda de outros mestres, mas a imagem, o nome ´´Zé Wilker´´ é a mais importante neste blog. Em todos nossos simplórios programas de áudio ´´Tosco, mas sincero´´ sempre achávamos um momento para homenageá-lo e mostrar nossa admiração. Não importava o trabalho em que aparecia, forçava-nos assistir para podermos valorizar sua presença nas telenovelas, ou em qualquer programa que fosse.
   José Wilker era também crítico de cinema, diretor, e fez com que as apresentações do OSCAR transmitidas pela REDE GLOBO, fossem lembradas por seus comentários sempre bem humorados e produtivos. Wilker já dirigiu filmes, novelas e por seis anos foi diretor da SITCOM brasileira ´´Sai de Baixo´´ que foi e é aclamada pelo público até hoje pela boa comédia. Homem de muitos talentos não foi apenas um ídolo como também foi e é inspiração para muitas pessoas em várias áreas de atuação, como todo bom mestre é.
   Este é um breve texto para mostrar nosso respeito, admiração e carinho à um querido ator que marcou a todos do Blog, e é uma triste notícia para passarmos, porém que aqui fique nossa gratidão pelas risadas e por tudo que tivemos assistindo, ouvindo ou falando sobre o grande ator que foi JOSÉ WILKER.


sábado, 29 de março de 2014

Uma viagem no tempo e no espaço

     
     Em 1980 lançara  uma das séries de TV mais aclamadas e lembradas de todos os tempos, baseada no livro de mesmo nome e apresentada por seu criador, COSMOS inovou a visão sobre astronomia e assuntos do gênero para todos que leram ou assistiram. Com linguagem simples, Carl Sagan conseguiu levar um enorme leque de conhecimento  para todos que acompanharam os 13 episódios da série. Uma visão desde a formação de nosso sistema solar até as possíveis previsões dos futuros milhares de anos do tão pouco que ainda conhecemos do imenso universo.
     
O carisma e paixão que Sagan transmitia ao apresentar todos os episódios, nos afetava nos instigando cada vez a saber mais sobre tudo o que podíamos, acompanhar os episódios para cada vez mais aprendermos sobre toda aquela beleza, e não podíamos ter um professor melhor que ele. Ao conhecer a série, muitos dos telespectadores que já tinham um gosto pelo assunto acabaram gostando muito mais, e lá nasceram grupos de pessoas famintas por mais conhecimento. Carl trouxe para toda aquela geração uma mensagem, ´´Nunca pararmos de nos questionar, muito menos inventar respostar fictícias para tudo...´´, e essa mensagem passada formou o ideal de muitos físicos, astrofísicos, astrônomos e de vários outros cientistas que levam isso em seus estudos.
       A série foi exibida pelo canal aberto PBS nos E.U.A, aqui no Brasil diversos canais já passaram, indo de GLOBO até TV ESCOLA. Mas agora em 2014 um remake foi feito, por uma das pessoas mais bem conceituadas para ocupar o lugar de Sagan e apresentar este tão maravilhoso e marcante programa; Neil deGrasse Tyson discípulo de Carl Sagan, que para honrar o nome do tutor conseguiu fazer um remake de beleza inquestionável, uma série muito bem produzida e com uma linguagem explicativa idem. A série está passando na FOX, canal pago americano e no Brasil pelo National Geographic Channel (NATGEO) toda segunda às 22:30.
       Particularmente não comparo Neil deGrasse com seu mestre, pois a paixão que Carl explicava os
assuntos é incomparável, porém Neil é um dos mais renomados astrônomos, um cientista na qual tenho grande respeito e admiração. A animação que estou ao assistir esta nova versão se mescla com muito sentimentos nas homenagens que são dadas à primeira versão. Saber que uma nova geração pode assistir o programa na qual moldou tantas pessoas alguns anos atras e está trazendo novamente esta emoção e o conhecimento para nova geração.
     Não tem como eu criticar um programa deste nível e se tiver eu não estou preparado para tal texto, porém isto não é nem metade do que eu gostaria de falar sobre esta série, e nem sei se conseguiria escrever tudo que falo dela e do quão grande é o carinho que tenho por ela e por tudo envolvido nos tempos em que eu assistia. A probabilidade de quem estiver lendo não ter assistido a série original é pequena, porém caso não tenha assistido ainda entre já no YouTube e procure os 13 episódios da série original e aproveite toda beleza que Carl Sagan nos trouxe. Até a próxima pessoal!


     Segue o Link do primeiro episódio da Série Original, no mesmo canal há todos os outros 12 episódios:

   














sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A menina que roubava livros - Crítica

Por: Fabielle Pedroso









" Primeiro, as cores. Depois, os humanos. Em geral, é assim que vejo as
coisas. Ou, pelo menos, é o que tento.

• EIS UM PEQUENO FATO •
Você vai morrer. "
   Estas são as primeiras frases do livro A Menina que Roubava Livros. O mesmo foi publicado em 2005 e possui um fato que o distingue de muitos: é narrado pela morte. Não isso não é um spoiler. Apenas vire o livro e verá o curioso fato com os próprios olhos: "Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler".
   Pensei muito em uma forma de escrever esse texto sem fazer comparações, mas é praticamente impossível. Terminei tal livro faz 2 meses, apesar de ter começado este em junho de 2013. Eu não queria acabá-lo, o livro era maravilhoso de ler, conseguia prender a minha atenção de uma forma que nenhum outro livro havia prendido. Foram muitos os capítulos que ri e chorei me imaginando no lugar da menina.
   Liesel, a garota alemã (infelizmente) nascida em meio à segunda guerra mundial que está em um trem com sua mãe e seu pequeno irmãozinho que acaba por receber a visita do narrador da história. Sua mãe é uma mulher pobre que não têm condições de criar seus dois filhos e por isso entrega-os para uma outra família, a partir daí desenrola- se a incrível história da menina que não sabia ler e acaba se apaixonando por esse hobby após terminar seu primeiro livro: “O Manual do Coveiro”.

   O livro é bem descritivo quando se trata de roupas, feições e cenários. Logo de início você imagina o trem andando em um lugar imenso e vazio, coberto de neves e com árvores secas e pálidas, exatamente como é demostrado no filme. "A menina que roubava livros" foi lançado no dia 31 de janeiro de 2014, com aproximadamente duas horas de duração e uma incrível compatibilidade com o próprio livro.
    Eu não poderia descrever cada cena e relacioná-la com o filme, pois se não contaria tudo. Porém, posso descrever que ao ver o filme consegui incrivelmente sentir as mesmas emoções que senti ao ler o livro. Foi incrível como por duas única horas consegui esquecer que já conhecia aquela história e pude me emocionar com ela novamente. Cada cena foi feita de modo extremamente próximo ao livro de maneira com que quem o leu visse toda a história que havia imaginado ali, no telão à sua frente.
  Ao contrário de alguns filmes baseados em livros, neste é possível que uma pessoa que nunca leu a história antes tenha os mesmos sentimentos e entenda de uma maneira bem próxima a uma pessoa que já leu o livro diversas vezes.

  Recomendo muito ambas as versões (livro e filme). Veja você mesmo, experiencie, sinta um livro e um filme que com certeza não são comuns.